terça-feira, 15 de janeiro de 2008
अ amizade
Ah, esse fenômeno instigante, o das amizades que se mantêm independentes da convivência।Será amizade? Será saudade comum dos anos vividos em amizade?Será saudade dos anos felizesou uma afinidadeque se espraia no tempo?Não sei responder। Sei que com algumas pessoas (poucas),há uma insistência teimosaem desejar ver, trocar idéias e experiências, creio, pela certeza dareciprocidade e do "ser aceito"।Sim, talvez seja a certezade ser aceito, uma das maiores necessidades humanas neste mundo de incompreensões.Talvez seja a necessidade da existência de certeza prévia de acolhimento ao que somos, como somos e ao que pensamos,o fermento da amizade.O mistério da amizade talvez resida no alívioque traz a existênciade alguém que nos acolha.Digo acolha e, não, recolha aí já seria dependência de um lado e paternalismo do outro.Acolher significa receber de bom grado, previamente,sem julgamentos ou resistências. É molesto o fato de que os seres humanosvivam a julgar e que suas opiniões prévias interponhambarreiras na comunicação,dificultando-a.O mistério da afinidade consiste na inexistênciadas resistências ao outro, mesmo quando haja discordância.Isso não deriva apenas de afeto.Quantas vezes há afetoentre as pessoas sem, porém,a aceitação natural, espontânea e prévia?Verifique nas amizadestidas e vividas ao logo da vida,o que delas restou.Haverá muita vivência, boa e má. Raramente, porém,restará a amizade...Com os anos, vão se tornando escassas as amizadesque atravessaram o terreno íntimo que lhes é própriosem arranhões e sem mágoas, restando, como fruto,após ingentes experiênciashumanas e existenciais,apenas (e já é tanto...)a amizade.Amizade é o que resta da amizade.Se o que resta de uma amizade é amizade, então amizade é.Da verdadeira
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